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terça-feira, 8 de junho de 2010

PROJETO DE ENSINO LÍNGUA PORTUGUESA

Este projeto aborda quatro tipos de variação lingüística. Esta pode ser histórica ou diacrônica (ex: gírias antigas); social ou diastrática (causa preconceitos de níveis) educação, idade, gíria que é a marca dos adolescentes, jargões profissionais; geográfica ou diatópica (regionais); ou estilística (de acordo com a situação), não se pode utilizar gíria numa entrevista de emprego, por exemplo.
Bloco de Conteúdo: Língua Portuguesa
Conteúdo: Variação Lingüística
Introdução: Estudamos a variação lingüística porque o aluno deve ser capaz de utilizar a língua de vários modos, deve ser capaz de interagir conscientemente, opinar, criticar e saber seus direitos e deveres. Também desenvolver o respeito à mesma, entender as situações de uso e ter noção da importância de aprimorar esta.
Importante: Respeito à diversidade não quer dizer total liberdade.
Objetivo: Conhecer e respeitar a variação lingüística existente na Língua Portuguesa.
Ano: 5º ano ou 4ª série
Tempo estimado: 5 aulas
Material necessário: computador e um programa para baixar vídeos do you tube, imagens chico tirando palha do milho e caipira picando fumo; letra música saudosa maloca; vídeo dicionário mineirês; mapa do Brasil; história em quadrinhos; trecho de processo; modelo casa de papel, tesoura, lápis-de-cor e cola.
Desenvolvimento das atividades: Estímulos para alcançarem o objetivo da aula.
Observação: Os textos elaborados pelos alunos, demonstrando a aquisição da compreensão do conteúdo, podem formar um caderno ou um portfólio.
Avaliação: A avaliação se dará através de observações relevantes sempre que os alunos estiverem participando de discussões e dos textos elaborados.
1º dia - O professor vai conversar com os alunos sobre a variação lingüística, esclarecer que as pessoas falam de maneiras diferentes devido ao nível social, grau de escolaridade, à idade, profissão, região em que mora entre outras. Que esta pode ser formal ou informal de acordo com a situação. Ou histórica como as gírias que saíram de moda, entre outras.
Vai distribuir para os alunos imagem do Caipira Picando Fumo e do Chico Tirando Palha do Milho, após observarão semelhanças e diferenças encontradas nas pinturas, junto aos alunos, analisar o grau de estudo desta pessoa, verificar se mora na zona urbana ou rural e qual a linguagem utilizada. Ex: paia do mio. Classe menos privilegiada por falta de oportunidade de estudo.

Caipira Picando Fumo
Almeida Júnior

Chico Bento Tirando Palha do Milho
Maurício de Souza


2º dia - Distribua a letra da música saudosa maloca, em forma de texto. Observe, juntamente com os alunos, a linguagem utilizada e relacione com as pessoas das pinturas. Peça para os alunos transformarem este para uma linguagem formal.

Se o senhor não tá lembrado
Dá licença de contar
Que ali onde agora está
Este "adifício arto"
Era uma casa "véia", um palacete assobradado
Foi aqui seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca
Construímos nossa "maloca"
Mas um dia
"nóis" nem pode se "alembrá"
Veio os "home" com as ferramenta
E o dono "mandô derrubá"
Peguemos todas nossas coisas
E “fumos” pro meio da rua
"Apreciá" a demolição
Que tristeza que "nóis" sentia
Cada táuba que caía
Doía no coração
Matogrosso quis gritar
Mas em cima eu falei
Os "home tá cá" razão
"nóis arranja" outro lugar
Só "se conformemo"
Quando o Joca falou
Deus dá o frio conforme o "cobertô"
E hoje "nós pega" a paia
Nas grama do jardim
E pra esquecer "nóis cantemos" assim:

Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim "donde nóis passemo" os dias feliz de nossa vida

Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim "donde nóis passemo" os dias feliz de nossa vida
Saudosa Maloca (Adorniran Barbosa)

3º dia - Assista com os alunos o vídeo dicionário mineirês. Aborde sobre a língua regional, investigue quem conhece expressões gaúchas, explique que o pão chamado cacetinho aqui no Sul é pão francês no Norte, assim como o negrinho é brigadeiro, e pedir me dá um beijo na Bahia é me dê um cheiro, enquanto que em minas beijo é beijin... Aqui ainda temos o Bah - expressão de admiração, tchê em finais de frases, cusco que significa cachorro e tri legal que é muito bom.
Observação: mesmo sendo expressões daqui do Sul não quer dizer que todos os gaúchos utilizem essa linguagem.
Peça para elaborarem um texto com expressões do RS. Mostre, (na horizontal), o mapa do Brasil indicando a região de acordo com os exemplos.
4º dia - Distribua história em quadrinhos contendo gírias, peça para traduzirem e apresentarem outras que conheçam. Esclareça que no tempo da vó deles também existia gíria e pergunte se acham que eram as mesmas de hoje. Apresente algumas gírias que não são mais utilizadas como broto, pão, barra suja, papo firme e verifique se os alunos conseguem decifrar alguma. Depois esclareça o verdadeiro significado destas. E após incentive-os a elaborarem um texto com gírias.
5º dia - Leve um trecho de um documento, elaborado por um advogado ao juiz, expondo uma linguagem mais formal. Pergunte: Será que o advogado fala deste modo em casa? Leve o aluno a refletir se a linguagem, fosse através de gíria, pareceria confiável? E para encerrar o tema ensine-os a confeccionar uma casa de papel ouvindo a música do vídeo saudosa maloca.


já devidamente qualificado nos autos da ação penal que lhe move a justiça pública, vem, respeitosamente, a presença de Vossa Excelência, através da Defensoria Pública, por seu agente signatário, de acordo com a legislação vigente, apresentar seus MEMORIAIS, manifestando-se nos seguintes termos:

DOS FATOS

Contra o acusado foi oferecida denuncia pela prática do disposto no artigo 157, § 2º, incisos I e II, na forma do artigo 29, caput, todos do Código Penal, por fato, supostamente, ocorrido em 31 de janeiro de 2009 (fls. 272/277), tendo o Ministério Público, em suas alegações escritas, postulado a procedência da ação penal.

Vieram os autos para apresentação de memoriais pela Defensoria Pública.

É o breve relato.

Com a devida vênia, não merece prosperar a pretensão acusatória.

Da insuficiência probatória

Embora o réu não tenha apresentado sua versão acerca dos fatos, sua absolvição é medida que se impõe...


Vimos que por muitos motivos existe variação lingüística e que a escola não deve desvalorizar esta.
É um erro basear-se apenas na gramática tradicional.
O respeito à diversidade não quer dizer total liberdade.
A escola deve promover a ampliação do domínio da língua porque esta vale para melhorar a qualidade de suas relações pessoais.

HISTÓRIA DA MINHA VIDA ESCOLAR.



A historiografia é a escrita da história.
A história é considerada uma ciência porque possui métodos, técnicas, e fontes de pesquisa. O seu objeto é o homem, sujeito que vive em sociedade.
O tempo é o conceito principal da história porque é através dele que compreendemos a permanência e a mudança social, cultural e política na sociedade.
Cada ser humano faz a sua história e juntos, conseguimos transformar o mundo.
Sou a historiadora deste trabalho e exponho aqui a história do meu trajeto escolar juntamente com as respectivas fontes.
Nunca pensei em ser professora e por isso não fiz magistério.
Meus boletins até a 4ª série, Escola Estadual Balneário Florida, não tenho mais porque meu irmão, por ciúmes, deu um sumiço neles. E os da 5ª até a 8ª série, Escola Estadual Augusto Meyer, como as notas já não eram tão boas, decidi que não era algo para se guardar.
Rodei na 7ª série por perder o interesse.
Na época que estudei o aluno era passivo, havia apenas transmissão de conhecimento e o conteúdo era fragmentado (história tradicional). Tudo que estão querendo mudar agora.
Meus pais trabalhavam e não podiam participar de apresentações e ou reuniões. Até a matrícula eu mesma passei a fazer a partir da 5ª série.
Quando iniciei o 2º grau simultaneamente comecei a trabalhar, não tinha dinheiro para lanche e comecei a matar os últimos períodos para chegar cedo em casa.
Antes de concluir desisti, mas casei e voltei a estudar.
Concluí o segundo grau através de supletivo.
Quando abrimos uma escola de informática, Easy Computer School, fiz o curso de informática.
Tínhamos uma instrutora que ministrava aulas no ensino infantil, um dia da semana em cada escola.
Com o boato da vinda da Ford para Guaíba, os aluguéis subiram fazendo com que mudássemos a escola de lugar.
Não deu certo porque outra escola abriu no lugar e perdemos muitos alunos.
Foi no momento de crise que assumi o lugar da instrutora nas escolas infantis.
Identifiquei-me com Froebel que deu aula e então se apaixonou.
Queria saber mais como agir nas aulas e decidi fazer um curso de recreação, Escola Brincando e Aprendendo.
Durante 4 anos vivi esta experiência de ministrar aulas.
Meu esposo é advogado e as coisas se encaminhavam para um caos financeiro. E decidimos tentar a vida no Rio Grande do Norte, mas não deu certo.
Quando voltamos meu sogro estava vendendo a casa e a minha mãe estava para se aposentar, pensei que era hora de retomar os estudos, porque receberia auxílio.
Parece piada, mas, até hoje, não aconteceu nem uma coisa e nem outra.
Meu esposo conseguiu sociedade para montar um escritório, bem localizado, agora estamos numa situação estável.
No vestibular tive o famoso branco, estava passando por conflitos e não conseguia desenvolver. Esta é a prova que uma avaliação esporádica não é eficaz, minhas notas no decorrer do curso são excelentes.
Durante os estágios tive algumas surpresas como realizar um deles na escola onde completei as séries iniciais. (Atualmente conhecida como E.E.E.F. Albino Hackmann).
Lembrei de uma apresentação da 1ª série que deixou marcas, inconscientemente o meu estágio de recreação foi através de uma peça com flores. Coloquei as fotos no Orkut e uma amiga que conservei desta época lembrou até do nome da professora.
O que eu espero no futuro é ter deixado marcas assim na vida dos meus alunos.
Nota-se neste trabalho a história Marxista, um tema voltado para o social. Mais precisamente a sociedade a partir de sua base material.
Como na nova história foram utilizados diferentes documentos e fontes. Assim como também foi estudado o passado e o presente.
Concluiu-se que as fontes históricas são consideradas testemunhas do passado, são raízes do presente.
É necessário compreender o passado para dar sentido ao presente e projetar o futuro.
Inserir o aluno no contexto propõe um novo olhar sobre a história.

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA GEOGRAFIA PARA O ENTENDIMENTO DO ESPAÇO PRÓXIMO A CRIANÇA.



A história da geografia salienta que o homem precisava traçar caminhos para alcançar objetivos e obtinha, através das navegações e viagens feitas por terra, informações que registrava em diário.
A partir deste conhecimento desenvolvemos este trabalho que tem o objetivo de entender a importância de como a criança percebe e descreve o espaço onde está inserida.
Também é apresentada algumas metodologias a serem consideradas pelo professor, as categorias que dão suporte ao estudo da geografia conforme a apostila inclusa nas referências, a opinião do professor Aziz Nacib Ab’Saber, sobre o assunto, retirada de uma entrevista e um exemplo de maquete em anexo.
Segundo o professor Aziz Nacib Ab’Saber para haver uma educação eficaz o aluno precisa conhecer o lugar onde mora.
A educação deve ter como base o domínio do saber acumulado, oficinas de talentos (espaços didáticos que estimulam a criança em algumas direções) e o conhecimento da região.
O conhecimento do aluno do lugar onde vive como geográficas, econômicas e políticas servem de base para qualquer estudo de espaço.
Conforme a apostila do ensino da geografia o desenvolvimento da noção espacial pela criança se dá pelo condicionamento da criança ao espaço próximo.
A concepção da geografia deve ser como ciência humana e o espaço geográfico como espaço social porque esta está associada a distribuição espacial e a relação entre homem e ambiente.
A cartografia, ciência que consiste na representação de espaços por meio de mapas ou desenhos, serve de subsídio para a melhor compreensão do espaço. Os mapas devem ser apresentados para crianças na horizontal ou no chão.
Elaborar o trajeto casa/escola com as crianças fornece pontos de referência que são importantes no desenvolvimento da capacidade de localização e orientação espacial. Aqui é importante a presença de maquetes.
É necessário que a criança conheça sua região para relacionar com o resto do mundo e veja que tudo está interligado.
Para este ensino o professor utiliza conteúdos conceituais que são os explicativos, procedimentais que ensinam o aluno a como buscar respostas com autonomia e atitudinais que se referem ao comportamento do educando em relação ao mundo após a aquisição do conhecimento.
As categorias: território que representa o poder através do tamanho deste espaço. As paisagens que são espaços que se transformam com o passar do tempo naturalmente e também a partir da ação do homem. O lugar que denota o vínculo entre o homem e o meio. E o espaço geográfico caracterizado pela diversidade de povos, cultura, paisagens e outros; esclarecem o aspecto espaço, objeto de estudo da geografia, trazem uma visão ampla de toda a realidade.
Um fato podemos expor é a restrição de matrícula a áreas próximas a escola. O bairro Vila Elza em Guaíba não possui escola. É rodeada por três escolas de bairros vizinhos. O resultado é o empurra, empurra.
Um exemplo de como situações distantes pode afetar o local são as tempestades que prejudicam plantações nas zonas rurais elevando o preço do alimento para o consumidor da zona urbana.
O estudo sobre a população permite que se planeje a infra-estrutura necessária para a vida das pessoas, como saneamento, transporte, moradia, etc.
O aluno precisa ver a sua realidade e o mundo de forma global e integrada porque as coisas não acontecem isoladamente, tudo está interligado.
Vimos como a geografia é ampla e influencia na vida das pessoas.
Presenciamos o uso de alguns métodos para facilitar a compreensão da criança, salientando a necessidade da formação do professor.
O resultado deste trabalho nos permite identificar que o aluno conhecer o lugar onde vive serve de referência para adquirir novos conhecimentos.

AVALIAÇÃO

A leitura realizada durante a produção deste trabalho nos revela a discussão sobre a avaliação tradicional e a avaliação continuada. Sugere uma adição de quantidade e qualidade.
São revelados fatores que nos levam a refletir sobre a avaliação como um processo e não apenas obtida em alguns momentos.
Neste trabalho são apresentadas as modalidades avaliativas: diagnóstica, formativa e classificatória.
Para complementar o estudo sobre o tema foram realizadas entrevistas com dois professores de séries iniciais do ensino fundamental.
Ao longo da história, a avaliação sempre seguiu as tendências educacionais de cada época, atendendo as exigências da sociedade.
A leitura efetuada sobre a atual prática da avaliação e democratização do ensino começa falando da avaliação tradicional onde depois de um período é aplicada uma prova formulada pelo professor sem critérios sérios. Por vezes é acrescentada alguma atividade para complementar a nota. Ou ainda o aluno pode receber ou perder ponto por comportamento. Sendo que no final do ano se obtém uma média.
Uma avaliação de juízo deve ser feita sobre dados relevantes.
Dependendo do resultado podemos continuar na situação em que está; tentar modificar este para melhor ou eliminar a situação ou o objeto.
Se apenas avaliarmos e não tomarmos uma decisão o ciclo não se completa.
A avaliação tradicional não possui um padrão de qualidade, é muito ampla podendo ser realizada de acordo com o humor de quem está julgando.
Os dados a serem levados em consideração devem estar de acordo com objetivo a ser alcançado.
Conforme as entrevistas anexadas, constatamos que os professores têm o conhecimento sobre a necessidade de a avaliação ser contínua, diversificada e discutida coletivamente.
Na leitura do texto, a avaliação na educação básica: entre dois modelos, observamos que o grande problema do sistema educacional é a repetência e principalmente nas séries iniciais do ensino fundamental. E que a busca por uma avaliação padronizada ainda está sujeito a muitos ensaios e erros, a avanços e retrocessos e a controvérsias.
Esta leitura revela que a avaliação se tornou importante para controlar as despesas públicas e mudar a cultura do setor público entre outros. Um exemplo é a restrição das matrículas às zonas próximas da escola reduzindo a capacidade de escolha dos pais por uma escola melhor.
Lemos sobre um grupo de pesquisadores chilenos que buscam estratégias para a realização de uma avaliação formativa e defendem a importância de identificar áreas vulneráveis que é preciso intervir para melhorar a qualidade de ensino.
A divulgação de informações tidas como ameaças aos mecanismos de poder gera conflitos de interesses e resistência dentro dos próprios aparatos públicos. Tornando assim certas medidas plausíveis ou não.
O regime de ciclos corrobora com a avaliação qualitativa com o objetivo de criar condições para trabalhar com a diversidade e garantir a continuidade sem interrupção causada pela reprovação.
O texto, avaliação - um processo intencional e planejado nos diz que esta precisa de instrumentos e estratégias que ofereçam desafios, seja contextualizada, possibilite ao aluno a identificação das estratégias utilizadas por ele próprio, que possa refletir e expressar seu pensamento, aprender com o erro, ter clareza nos objetivos e na avaliação.
Qualquer instrumento de coleta de dados é bom desde que tenha coerência com o recurso de investigação e possibilite uma intervenção adequada.
Saber que nem toda a sua aprendizagem será considerada pode causar um desânimo confundido com desinteresse. A avaliação deveria ser de todos os ângulos.
A avaliação formativa explora todo o processo de construção do conhecimento.
A seleção dos conteúdos é indissociável dos critérios de avaliação.
Devemos em primeiro lugar ter claro o objetivo e um plano de ação que organize o trabalho, para que o educando aprenda da melhor forma.
Em segundo lugar investir em todas as estratégias possíveis incluindo a recuperação para garantir a aprendizagem.
A avaliação é instrumento para obter resultados esperados, serve para diagnosticar a aprendizagem do aluno de modo a orientar a intervenção do professor para melhorar o resultado.
Para avaliar o indivíduo sob todos os ângulos é necessário variar os tipos de instrumentos de avaliação.
É preciso considerar que o mesmo problema apresentado de forma diferente conduz a níveis de realização diferenciados; a mesma resposta lida por avaliadores diferentes resulta em interpretações diversificadas e até o mesmo avaliador em momentos diferentes pode ter interpretação diferenciada.
Podem ser considerados instrumentos de avaliação: atividade de leitura compreensiva de textos projeto de pesquisa bibliográfica, produção de texto, palestra/apresentação oral, atividades experimentais, projeto de pesquisa de campo, relatório, seminário, debate, atividades com textos literários, atividades a partir de recursos áudio visuais, trabalho em grupo, questões discursivas ou questões objetivas.
Conforme a apostila, organização e didática nos anos iniciais do ensino fundamental, a avaliação diagnóstica tem o objetivo de identificar eventuais problemas de aprendizagem e suas possíveis causas, numa tentativa de solucioná-las. É aplicada no início de um curso ou antes de uma atividade como ponto de partida. Avalia o nível de conhecimento, competências e habilidades necessárias. Coleta dados para novas aprendizagens. Não atribui nota, apenas parecer ou relatório.
A avaliação formativa fornece dados para aperfeiçoar o processo de ensino e aprendizagem. É aplicada de forma continuada. Avalia habilidades ou pré-requisitos bem detalhados para cada objetivo amplo. Através dos resultados se tem a pretensão do domínio de aprendizagem e desenvolvimento de competências. Também não atribui nota apenas parecer.
E a avaliação somativa possui o objetivo de classificar os resultados de aprendizagem de acordo com os níveis de aproveitamento estabelecidos. É aplicada no término de uma unidade ou final de um período. Avalia mais a capacidade geral de construir e interpretar. O que se almeja é verificar o alcance dos objetivos pré-estabelecidos. Atribui nota.
Enfim avalia-se para conhecer o aluno, identificar as dificuldades, determinar se os objetivos foram atingidos e aperfeiçoar o processo de construção e assimilação do conhecimento.
Concluímos que para obtermos uma avaliação de valor devemos colocar em prática a teoria discutida aqui.
Avaliar é coletar dados quantitativos e qualitativos de forma contínua e diversificada para buscar uma observação de todos os ângulos da aprendizagem do aluno.
A implementação da avaliação é um dos itens que devem ser discutidos coletivamente e constar no projeto político pedagógico da escola.
A avaliação não pode apenas aprovar ou reprovar. Esta deve ser vista como um instrumento que auxilia o professor na formação do aluno, identificando potencialidades e dificuldades de modo a orientar a intervenção para melhorar o resultado.
ENTREVISTA REALIZADA COM DUAS PROFESSORAS SÉRIES INICIAIS ENSINO FUNDAMENTAL
O que é avaliar?
a) É um processo pelo qual, dia após dia, de maneira contínua observamos e qualificamos alguma coisa, seja um objeto ou uma pessoa. A partir desta constatação, positiva ou negativa devemos sempre buscar o que fazer para que avaliar tenha realmente um significado.
b) É um processo natural no nosso dia a dia. Avaliamos nosso comportamento, nossa aprendizagem, nossas ações... Na escola, avaliamos o processo ensino aprendizagem como um todo, para que possamos detectar falhas e sanar dificuldades.
Quais os instrumentos de avaliação que permeiam o cotidiano escolar?
a) Observação, entrevista, realização de dinâmicas, exercícios, provas, deveres de casa, trabalhos, testes e outros.
b) Os trabalhos realizados, os cadernos, rendimento geral do dia a dia.
As concepções avaliativas são discutidas nas reuniões pedagógicas e grupos de estudo?
a) Sim, sempre que possível procuramos refletir sobre o processo de avaliação, sempre buscando uma auto-avaliação de todos.
b) Precisamos sempre avaliar, reavaliar e discutir os resultados.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

ESTÁGIO IV SEMESTRE


Para fazer a intervenção foi escolhido o tema independência do Brasil com o objetivo de trazer um conhecimento sobre a data 7 de setembro, reconhecer símbolos, desenvolver sentimento de respeito pela Pátria. Sendo que é importante a criança saber, porque desfilamos e que se envolva com nosso País.
Como referencial teórico a pesquisa começa a partir de Bernadete Sena de Santana que mostra um texto próprio para as crianças sobre a Independência do Brasil.
Na Wikipédia buscou-se imagens para apoiar o texto. Entre estas uma leitura do Grito da Independência feita por Pedro Américo.
Outra idéia veio a partir da aula da professora Laura Célia Sant’ana Cabral Cava que aborda a leitura e releitura de uma obra.
Maurício de Sousa faz uma releitura da obra de Pedro Américo utilizando personagens da literatura infantil.
Eliane Ubillús faz uma pesquisa sobre símbolos nacionais com imagens dos mesmos.
Geisa Gomes apresenta o Hino do Brasil ilustrado.
Finalizando, estes autores trazem o conhecimento sobre a História da Independência do Brasil tendo em vista de um modo geral, a preocupação com o público infantil.

PLANOS DE AULA

PLANO DE AULA 1 (4 HORAS)

Nível: 5 anos
Conteúdo: independência do Brasil
Objetivo: trazer um conhecimento sobre a data 7 de setembro.
Procedimento: Contar história sobre a independência do Brasil, de forma adaptada para o público infantil, com imagens.
Mostrar foto de pintura a óleo de D. Pedro as margens do riacho Ipiranga feita por Pedro Américo e a releitura feita por Maurício de Sousa pedindo que agora o aluno faça sua releitura a partir daquelas fotos.
Avaliação: Entenderam o que é comemorado dia 7 de setembro?

PLANO DE AULA 2 (4 HORAS)

Nível: 5 anos
Conteúdo: símbolos do Brasil
Objetivo: reconhecer os símbolos do Brasil
Procedimento: Mostrar bandeira do Brasil, certidão de nascimento que contém brasão, histórico escolar com o selo e trabalhar também o hino. Falar sobre os símbolos do Brasil e então jogar memória com os símbolos e figuras geométricas, questionando ao virar a carta se é símbolo e qual é o mesmo.
Avaliação: reconheceram os símbolos do Brasil?

PLANO DE AULA 3 (4 HORAS)

Nível: 5 anos
Conteúdo: Acessórios de soldado
Objetivo: desenvolver sentimento e respeito pela Pátria
Procedimento: Confeccionar chapéu e espada. Desfilar pela escola cantando marcha soldado e o meu chapéu tem três pontas. Brincar de soldado trabalhando lateralidade... Esquerda, direita, espada para cima, espada para baixo, em frente...
.Avaliação: desenvolveram sentimento e respeito pela Pátria?

RELATO DA INTERVENÇÃO


Além do plano de aula havia uma atividade extra que se referia a carta que D. Pedro recebeu para voltar para Portugal. A sugestão seria fazer um círculo ao redor da lixeira, cada aluno amassar um papel de cor diferente e jogar tentando acertar o lixo. Após trabalhar quantas caíram dentro, quantas caíram fora, que cor caiu mais perto, que cor caiu mais longe...
Obs. Esta atividade não chegou a ser desenvolvida.
No final da semana houve uma exposição com os trabalhos dos alunos, com apresentações e a execução do hino.
É muito difícil em poucas horas realizar atividades com alunos que você não conhece, não sabe o nome para chamar a atenção e não conhece as regras que foram trabalhadas no decorrer do ano.
Porém devido a primeira observação foi adquirida uma experiência que foi muito útil para o planejamento da intervenção.
Uma profissional extra (contadora de história) na semana de Páscoa chegou contando uma história sobre “caracol”. Assim o planejamento das aulas começou pela informação do tema que estaria sendo trabalhado.
No primeiro dia a comparação das fotos do riacho Ipiranga, pintura de Pedro Américo e releitura de Maurício de Sousa foi uma atividade recebida com surpresa e entusiasmo. O que mais chamou a atenção das crianças foi a espada substituída pelo coelho da Mônica.
Todas as crianças participaram, no início associavam a data mais a morte do que a independência até entenderem que esta significava liberdade.
No segundo dia por ter atividade extra e faltar tempo, foi necessário trocar a ordem e trabalhar o que estava planejado para o terceiro dia, a confecção das espadas e do chapéu, a brincadeira de soldado e a música marcha soldado. Adquiriram uma noção de esquerda e direita, mas é algo que precisa ter continuidade.
Por conseqüência o que estava planejado para o segundo dia foi trabalhado no terceiro. As crianças adoraram saber que têm uma certidão de nascimento em casa, ficaram de pedir para as mães. E o jogo de memória chamou uma atenção maior para o que era símbolo e o qual era o mesmo. Pois criança gosta de jogos, ficou comprovado que aprendem brincando.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nem sempre a aula ocorre como o planejado. É bom ter atividades extras para o caso de chover e ao mesmo tempo objetivas para o caso de interrupção.
Foi observado que cada aluno tem o seu tempo. E que o professor precisa estar atento as dificuldades e as potencialidades.
Mesmo o tempo de estágio sendo curto é possível perceber um pouco de cada aluno e ver que através deste conhecimento fica mais fácil elaborar uma aula mais atrativa.
O estágio traz muitos conhecimentos como a capacidade de cada faixa etária e como trabalhar um grupo por vez oferecendo outra atividade para o restante da turma...
É triste ver a falta de estímulo de alguns profissionais, a interferência de outros nos trabalhos dos alunos, porém existem ainda aqueles que servem de modelo a ser seguido.

O TRABALHO COM MOVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL.

Através da leitura dos capítulos do livro dedicado a educação infantil e a partir da reflexão sobre a disciplina da educação física na educação básica ser componente curricular, portanto uma disciplina e área de conhecimento. Procuramos saber qual é o conhecimento desta disciplina e como deve ser trabalhada.
Este trabalho contribui com informações acerca da motricidade humana, do movimento na educação infantil, dos procedimentos metodológicos, do trabalho com movimento, dos jogos, das brincadeiras e outros.
É apresentado no texto o processo de tomada de consciência de nossas ações motoras, fala também da necessidade do professor ser pesquisador e do jogo, brincadeira e brinquedo como conteúdo e como procedimento metodológico.

A apostila de educação física, citada nas referências deste trabalho, nos apresenta que o movimento humano é inato e por isso não é função do professor ensinar este. Mas é função do docente possibilitar aos alunos a compreensão deste movimentar.
Na transcendência da motricidade humana é necessário trazer a área de educação física saberes específicos que estão relacionados às manifestações da nossa cultura corporal, jogo, dança esporte, luta, ginástica (cinco áreas clássicas) e a construção e funcionamento das estruturas capacitivas do movimento.
O professor deve pensar nos conteúdos não apenas no sentido de domínio, mas também da compreensão. Deve criar condições de ensino e aprendizagem que promovam a construção e a compreensão da motricidade do aluno.
Tradicionalmente os conteúdos básicos da educação física são as atividades lúdicas e o exercício corporal.
As atividades mais desafiadoras e imprevisíveis são os jogos.
Não devemos classificar no mesmo nível categorias de níveis diferentes.
Dentre as manifestações possíveis de jogo está a brincadeira, o esporte, a luta, a dança e a ginástica.
O exercício corporal serve para aperfeiçoar as capacidades e habilidades corporais como equilíbrio, velocidade, resistência, lateralidade...
No desenvolvimento de um currículo devemos levar em consideração o conhecimento do próprio corpo, o conhecimento do meio ambiente e a cultura da educação física.
As dimensões do ensino abrangem a educação dos sentidos, educação da motricidade e educação do símbolo.
Por meio da motricidade a criança se expressa, se comunica, relaciona-se. Vão ampliando sua motricidade e sua relação com a realidade num processo de interação.
O movimento humano é a primeira forma de linguagem e também a primeira forma de relação com o mundo.
Não é possível pensar em ação cognitiva sem o motor e da mesma forma o motor sem o cognitivo.
O RCNEI aponta a importância do movimento no desenvolvimento da cultura humana. A criança realiza as atividades utilizando a cultura corporal e motora a que pertence. Ainda ressalta que é necessário tornar acessível às crianças condições de aprendizagem das capacidades de convivência, aceitação e respeito de si mesma e dos outros.
A ação docente deve ser fundamentada e é obrigação saber estruturar um plano de aula.
A preocupação central deve ser com a qualidade das construções, das relações e coordenações entre os esquemas que a criança estabelece.
A contribuição que a área de educação física pode prestar é fornecer uma atenção especial na autonomia intelectual, na ação moral, na relação social, afetiva e motora de forma integrada. Esse processo ainda deve ser interativo entre o aluno, o docente e o conteúdo.
É necessário que o docente considere que a criança possui uma história de vida diferente, com valores diferentes, com vivências de movimentos diferentes, mas com possibilidades similares para construir sua motricidade.
O processo metodológico deve servir como elemento integrativo da ação pedagógica.
A educação física é componente curricular da educação básica, ajustando-se as faixas etárias e as condições da população escolar.
Motricidade humana, o homem em movimento, gera cultura motora que é a produção corporal do homem dentro da cultura, como fazer um bolo, pentear o cabelo, pegar um ônibus, etc, esta produção realizada por meio de estruturas capacitivas como equilíbrio corporal, lateralidade corporal, força corporal, velocidade corporal, coordenação motora chama-se conduta motora que é alvo dos conteúdos.
As manifestações culturais como jogos, lutas, ginástica, danças e esportes também fazem parte da relação de conteúdos.
No decorrer do livro diz que não devemos obrigar uma criança canhota a utilizar somente a mão direita porque pode resultar em efeitos negativos como a dificuldade de aprender a direção gráfica, em entender esquerda e direita entre muitas outras dificuldades.
Piaget identificou três níveis no processo de tomada de consciência.
No primeiro nível o sujeito não apresenta conceituação, mas possui um sistema de esquemas que já se estrutura com um saber elaborado.
O segundo nível é caracterizado pela coordenação das ações que possibilita a representação das relações, que é a conceituação.
Já no terceiro nível o sujeito é capaz de elaborar hipóteses que dirigem a ação.
O jogo no primeiro nível depende da linguagem de cada contexto social, cada realidade constrói uma imagem de jogo de acordo com seus valores, modo de vida, e isto é transmitido através da linguagem.
O segundo nível se refere a um sistema de regras e normas de conduta que especifica a modalidade do jogo.
O terceiro se refere ao divertimento e recreação, só importa o que o objeto representa na brincadeira.
A brincadeira não intenta alcançar objetivos pré-definidos, sua finalidade principal é a diversão, acontecendo a aprendizagem.
O brinquedo é um objeto que dá suporte a uma brincadeira e sua utilização pré supõe momentos lúdicos de livre manipulação.
Quando o jogo é o assunto a ser estudado ele é o conteúdo, mas quando é utilizado como meio para o desenvolvimento de um determinado conteúdo este passa a ser uma estratégia, um método.
E sobre o erro deve ser visto como possibilidade de aprendizagem. Fazer com que o aluno compreenda a própria ação, através do confronto com o êxito ou erro é uma oportunidade para analisar quais foram os mecanismos empregados e quais outros poderiam ser utilizados.

Vimos que a motricidade humana é o conhecimento da disciplina de educação física na escola.
Compreendemos que a aula deve ser planejada. Que o jogo pode ser um conteúdo ou um método.
Observamos a importância do conhecimento científico da metodologia, do conteúdo e objetivos.
Aprendemos que o erro deve ser visto como possibilidade de aprendizagem.
Precisamos possibilitar que o aluno deixe de apenas saber fazer e passe a refletir pensar e compreender como faz.

ESTUDO DA NATUREZA E SOCIEDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL.

Através da leitura do artigo “Reinventando relações entre seres humanos e natureza nos espaços de educação infantil” foi elaborada uma resenha crítica salientando a importância de conscientizar a criança sobre a ação do homem com relação ao planeta.
Também contribui com informações a respeito da diferença de colocar na prática o ensinamento, fazer com que a criança tenha experiências de contato com a natureza.
No decorrer deste trabalho ainda é apresentado um plano de aula sobre a temática desenvolvida no artigo, contendo o tema, o objetivo, procedimento metodológico e avaliação.

O artigo “Reinventando relações entre seres humanos e natureza nos espaços de educação infantil” de Lea Tiriba traz reflexões e contribuições sobre novas formas de viver, sentir e pensar a vida na terra.
Segundo este texto dividido em cinco subtítulos além do título, a espécie humana está se autodestruindo.
O modelo capitalista vem desenvolvendo um desequilíbrio ambiental, desigualdade social e sofrimento pessoal. As creches e pré-escolas são espaços favorecidos para aprender-ensinar porque é neste local que as crianças colhem suas primeiras impressões do viver. Devemos refletir sobre como educar uma criança alegre e solidária num mundo individualista, competitivo e destruidor da biodiversidade. As crianças são mantidas, a maior parte do tempo, em espaços fechados, não se movimentam livremente nos pátios em contato com o sol e a terra.
Não basta ensinar a criança a pensar o mundo e a compreender os processos naturais e culturais, mas se faz necessário que elas aprendam a preservá-lo, percebam que o homem faz parte da natureza. Precisamos, desde a creche, fazer com que o contato físico com elementos como a terra, a água e o sol estejam sempre presentes. Impedindo a criança de mexer na terra, correr na grama, jogar bola, subir em árvores, está alienando os desejos do corpo que é da natureza. As rotinas das instituições educacionais mostram claramente que não possuem pelo corpo o mesmo apreço que tem pela mente. Precisamos de liberdade de movimentos, sentir, pensar e prestar atenção as vontades do corpo.
Criança é unidade de corpo-espírito-razão-emoção, conjunto de dimensões que constituem a humanidade. Somente entre humanos seremos capazes de aprender a recriar as atitudes, as regras, os valores, enfim o jeito de ser da espécie e do grupo social que somos parte. Mas o que não está incluso é que existem inúmeras espécies sem as quais o planeta não poderia existir. Portanto se faz necessário o respeito cultural e a biodiversidade que é o conjunto de tudo que vive na biosfera, no ar, no solo, no subsolo e no mar. Na sociedade em que vivemos o cuidar não diz respeito ao coletivo, não significa cuidar de todo o conjunto de seres humanos e não-humanos. A ecologia pessoal diz respeito as relações de cada um consigo mesmo, com seu corpo, seu inconsciente, emoções, sensações. A ecologia social retrata a qualidade das relações entre a família, amigos, na escola, no bairro. A ecologia ambiental reflete sobre o comportamento dos humanos com a biodiversidade, de maneira sustentável ou predadora.
O desafio de uma educação ambiental visa resgatar os melhores elementos da nossa tradição cultural que nos ajudem a inventar novos meios de viver, sentir e pensar a vida sobre a terra. Refletir a prática de trabalho para que não haja separação entre corpo e mente. Pensar sobre um funcionamento escolar que permita a criança respeitar as vontades do corpo. Ampliar espaços e tempo de movimentação livre. Diminuir a rotina em espaços fechados e acrescentar atividades de semear, plantar e colher alimentos. Promover encontros festivos em que se possa compartilhar música, projetos e alimentos. Combater a prática consumista. Rejeitar propostas que façam da natureza um simples objeto de estudo teórico. Investir em propostas pedagógicas que visem uma integração mais ampla. Além disso, é necessária uma investigação pedagógica que seja prática ecológica, que ensine a tomada de consciência através de compromissos com a redução do consumo de água e de energia e com os desperdícios materiais.
Conforme o texto homem versus natureza, há uma grande preocupação com a sociedade que estamos construindo, pois somos solidários com os animais e indiferentes com os seres humanos.
Segundo a web aula da unidade 2, as experiências colaboram para que o aluno se torne atuante, construtor do seu próprio conhecimento, aprende a interagir com suas dúvidas chegando a conclusões entre muitos outros fatores favoráveis, porém deve ser apenas um auxílio para o professor. O aprendizado não pode ser limitado a um laboratório.
Na avaliação virtual unidade 1, vimos que devemos trabalhar ciências naturais, sociais e humanas de forma integrada. Favorecendo a construção do conhecimento sobre a diversidade de realidades sociais, culturais, geográficas e históricas.
Através do texto O ambiente da escola – o ambiente na escola: uma discussão sobre a relação escola – natureza em educação infantil, a educação ambiental é essencial a sobrevivência humana. Este apresenta entre algumas carências dos centros urbanos a falta de contato com a natureza. Revela escolas com falta de sombra, salas escuras, janelas altas, piso pavimentado entre outros. Conclui que escolas deveriam ter mais área verde e alguns animais para acompanhar as estações do ano e a evolução natural.
Este texto é de grande valia, em especial para professores que tem comprometimento com a formação do sujeito consciente e ativo em prol do planeta.
A autora do texto resenhado é Léa Tiriba, jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1974: fez mestrado em Filosofia da Educação no Instituto de Estudos Avançados em Educação/IESAE, da Fundação Getúlio Vargas/RJ, concluído no ano de 1988. É professora do departamento de Educação da PUC – Rio e do Curso de Especialização em Educação Infantil nesta mesma universidade. Atua como consultora e assessora junto a órgãos de administração pública e organizações não governamentais. Vem desenvolvendo pesquisa nos campos da educação, meio ambiente e infância.
Autora da resenha é Claudia Renata Maurmann, acadêmica do curso de Pedagogia da UNOPAR, Guaíba/RS.

Plano de aula
Tema: Repensando nossas ações com relação ao planeta
Nível: 5 anos
Objetivo: Conscientizar que precisamos do planeta para sobreviver ensinando a importância de colocar lixo no lixo e a economizar água, que cada um deve fazer a sua parte. Observar se as crianças irão praticar o que entenderam. Perguntas: Ao sair da escola lembraram de jogar lixo no lixo? Viram alguém jogar papel no chão? Economizaram água? Como?
Procedimentos: Fazer passeio até a orla do rio, observação do lixo, coleta de água para a experiência, comparação da água suja e da limpa, contar e dramatizar a história ( em anexo) expressar com as crianças. Comentar que no rio há peixe e que ele também fica doente com a poluição da água. Explicar que o lixo nas margens dos rios vai parar lá carregado pela chuva e que, portanto lugar de lixo não é no chão. Durante a higiene ensinar como economizar água. E salientar que uma pessoa sozinha não salva o planeta, mas que cada um deve fazer a sua parte.
Avaliação: observar se as crianças irão praticar o que entenderam, se irão fazer a sua parte. Perguntas no dia seguinte: Ao sair da escola lembraram de jogar lixo no lixo? Viram alguém jogar lixo no chão? Economizaram água? Como?

Vimos à necessidade da criança urbana de experienciar o contato com a natureza. Sabemos que esta nos tempos atuais vive num mundo virtual.
Observamos que a realidade nas escolas ainda não tem espaços adequados e quando possui muitas vezes não é utilizado como deveria.
Precisamos do planeta para sobreviver, mas isto na teoria fica artificial é necessário vivenciar, sentir do que estamos falando.
Elaborando o plano de aula aprendemos que existem muitas formas de propiciar ao aluno um contato amplo com a ciência natural, social e humana.